Fotografia

Baumgarten e a fotografia em Blumenau

 

Alfred Hermann D’Escragnole Baumgarten instalou seu ateliê na Rua XV de Novembro, em 1906, onde também trabalhou como jornalista e editou o jornal Blumenauer Zeitung. Ele fez do jornalismo e da fotografia a grande missão da sua vida. Em 1943 aposentou-se e passou definitivamente o ateliê para Hanz, seu filho mais velho. Hermann pousa para retrato, com parentes em casamento de familiar. Ele está posicionado embaixo, sendo o quarto da esquerda pra direita. Fotografia: arquivo CEMOP/FURB.


 

Baumgarten num acampamento, em uma de suas empreitadas. Ele está posicionado embaixo, sendo a terceira pessoa da esquerda para direita.Fotografia: arquivo CEMOP/FURB.

 



Data: 05/03/2010

O surgimento da indústria

 

O início do desenvolvimento industrial em Blumenau. O setor têxtil ganha espaço na cidade e assume como uma das principais fontes econômicas. Em 1888, os irmãos Hermann e Bruno Hering uma pequena malharia que empregava apenas poucos familiares. Dois anos depois Johann Karsten e Gustavo Roeder também fundaram uma empresa têxtil, naquele momento esta instituída a concorrência em Blumenau. (Fonte: Jornal de Santa Catarina, 2003, p.3, Blumenau 153 anos, Volume I – Emoções)

 

 

Rua XV de Novembro no início do século 20. Seu traçado estreito e cheio de curvas foi acidentalmente projetado, durante a perseguição a uma vaca desgarrada do rebanho. Por isso, a primeira definição de Bratwurstrasse (ou Rua da Lingüiça).O batismo definitivo ocorreu em 1890, em homenagem à Proclamação da República. Desde o início da colonização, a rua foi sendo ocupada pelas famílias mais abastadas, que erguiam construções de dois pisos, servindo tanto à atividade comercial como de moradia. Ali também acontece pelo menos duas vezes por ano o encontro de Stammtisch, (de confrarias), um tipo de concentração, denominado pelos alemães naquele tempo para celebrar a amizade.A prática é relembrada atualmente por descendentes de alemães, em nível turístico e também como forma de manter vivas as tradições do município (Fonte: Jornal de Santa Catarina, 2004, p.3, Blumenau 154 anos)

 

 



Data: 04/03/2010

O transporte impulsionando o desenvolvimento

O Vapor Blumenau cruzou o Rio Itajaí-Açu de 1895 a 1950 serviu a cidade transportando pessoas e impulsionando o desenvolvimento. Na época era o principal meio de transporte para ir à cidade de Itajaí. A embarcação conduziu imigrantes que chegavam pelo rio para recomeçar suas vidas no Vale. Também atuou no transporte de cargas que saíam e chegavam na cidade. (Fonte: Jornal de Santa Catarina, 2003 p14, Blumenau 153 anos, volume 2 – Dramas) 

 

No auge, entre os anos 40 e 50 a ferrovia transportava passageiros e boa parte da produção do Vale, principalmente gado e madeira. Em março  de 1971, a locomotiva de número 331, faz a última viagem na estrada de ferro Santa Catarina. O transporte foi em parte responsável pelo progresso no Vale do Itajaí, por quase seis décadas.(Fonte: Jornal de Santa Catarina, 2004 p14, Blumenau, 153 anos, Volume 2, Dramas)

 



Data: 03/03/2010

Imigração européa na região do Vale do Itajaí

 

Imigrantes europeus: o retrato de família desempenha um papel simbólico na legitimação da família. É possível ver na imagem que o retrato foi produzido num estúdio, pelo estereotipo criado nos personagens: a postura, as roupas, assim como os adornos e acessórios no primeiro e segundo plano. (Fotografia cedida pelo Jornal de Santa Catarina)

 

 

Vista área de Blumenau, 1920. De acordo com a historiadora Sueli Petry, do Arquivo Histórico, José Ferreira da Silva, na época a cidade já mostrava sinais de desenvolvimento tanto na região urbana, como na área rural e abastecia regiões vizinhas, com várias culturas obtidas no solo da colônia. (Fotografia cedida pelo Jornal de Santa Catarina)

 

 



Data: 02/03/2010

Fotografia e desenvolvimento regional

 

Dissertação produzida em 2005, no Mestrado em Desenvolvimento Regional (FURB), pelo jornalista Julio Pollhein tenta verificar a relação existente entre o desenvolvimento da fotografia e a história do seu desenvolvimento nos municípios de Blumenau, Indaial, Timbó, Ascurra e Rodeio. As informações foram obtidas de registros a partir de 1850, inicio da povoação de imigrantes no Vale do Itajaí.

 
O pesquisador conta que no trabalho de campo foi necessário investigar e analisar o local onde atuavam os primeiros fotógrafos no Médio Vale.  E identificar suas origens, coletar tipos de fotos, personagens e técnicas utilizadas em diferentes momentos.

 
Os registros revelam o desenvolvimento histórico, nas áreas de eventos, economia, política, social e cultura. As fotografias foram organizadas em séries cronológicas, identificadas e analisadas sob o ponto de vista do seu conteúdo imagético. 

 
Algumas entrevistas foram realizadas com familiares de fotógrafos já mortos, antigos fotógrafos e pessoas conhecedoras da história dos fotógrafos na região. Outras informações foram obtidas de pessoas ligadas a instituições públicas e particulares, na área de preservação da fotografia.

 
O jornalista considera que o desafio do projeto foi facilitado em função dos locais explorados. Segundo ele, a pesquisa revelou que a região mantém forte apego à cultura local, além da valorização da memória, através da conservação do material fotográfico. “Algumas famílias ainda têm a fotografia como patrimônio histórico particular. Outras trazem consigo a tradição da profissão de fotógrafos, na sua história”, conclui. 
 

As imagens que fazem parte do trabalho estão sendo postadas a partir de 1de março, a começar pela pesquisa realizada em Blumenau.


Texto: TPA
 

 

Scheidemantel: primeiro fotógrafo de Blumenau

 

 

Foto de casa enxaimel em Blumenau de autoria de Bernardo Scheidemantel, o primeiro fotógrafo de Blumenau, que deixou de vez o trabalho na roça para se dedicar a fotografia a partir de 1876.

 A casa ainda existe e faz parte do patrimônio histórico no município, sendo que o local foi sede da primeira escola de Blumenau. (Imagens e informações obtidas de Kossoy, 2002, p.287)   

 

 

Enchente:Além da informação primeira que seria o registro visual do fato – a cidade de "Blumenau em enchente" - tem-se, por outro lado, um excelente testemunho da imigração alemã em Santa Catarina através das edificações e do próprio título do postal em alemão: "Blumenau Im Hochwasser".  Blumenau em enchente no início do século.No registro não consta o nome do fotógrafo. (Informações obtidas de Kossoy, 1980, p 97).  



Data: 01/03/2010
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Nome: Julio Pollhein
Idade: 43 anos

Jornalista e Fotógrafo,  Especialista em Novas Mídias Rádio e TV, Mestre em Desenvolvimento Regional.

Atuou como professor de Fotografia na FURB; Fotojornalismo, Teoria da Comunicação e Técnica de Reportagem na UNOESC e IBES.

Trabalhou como Jornalista e Repórter-Fotográfico no Jornal de Santa Catarina (RBS), em Rio do Sul e Blumenau. É editor do Jornal O Farol de Navegantes. Possui trabalhos publicados em fotografia com temas: Bombeiros, Pesca artesanal, Oktoberfest e Índios...
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