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Fotografia
Indaial sob olhares de Holetz
Desfile da primeira Festa do Colono, 1935.Atualmente a maioria dos agricultores são pequenos produtores. O que desperta atenção na imagem são os trajes da população, as damas com seus belos vestidos e os cavalheiros com ternos e gravatas. Na época usar chapéu era moda. Fotografia: Mário Holetz
Desfile militar, em Indaial, 1935. Na cidade existia o Tiro de Guerra, um órgão militar onde os jovens eram treinados para servir o País, em caso de guerra. O desfile ou parada militar como se falava naquele tempo também era um atrativo para a comunidade local, pois ali desfilavam militares que tinham, seus familiares no município. Fotografia: Mario Holetz.
O LZ127 Graf Zepelim fez a cidade parar para admira-lo quando sobrevoou o céu de Indaial na manhã de 10 de julho de 1934. O dirigível representava na época um grande avanço da tecnologia humana e também um símbolo de poder utilizado pelos nazistas para demonstrar superioridade. A história oral na cidade revela que na época os mais idosos comentavam, depois da pasagem do dirigivel, que o mundo iria acabar. Fotografia: Mário Holetz. (Jornal de Santa Catarina, 2003, p.5, Blumenau 153 anos, Volume I – Emoções)
Data: 13/03/2010
Indaial: outro berço de antigos fotógrafos
Mário Holetz mostra o seu retrato da época (1950), que iniciou a carreira de fotógrafo em Indaial. Holetz ainda não perdeu o gosto pela profissão, entretanto já repassou os seus conhecimentos ao filho e ao sobrinho que o ajudam no trabalho diário do estúdio-loja de fotografia.Ele revela que sente orgulho de ter começado a fotografar com uma máquina rústica de madeira e de hoje dominar uma câmara digital de ponta. Fotografia: Julio Pollhein
Em março de 1971 a locomotiva de número 331 fazia a última viagem, vindo do Alto Vale, com passagem a Indaial, Blumenau e por fim Itajaí. O apito inesquecível daquela manhã ecoou como um lamento de tristeza, da máquina que transportou pessoas, cargas e impulsionou o desenvolvimento do Vale. Dados coletados junto ao Jornal de Santa Catarina, 2003, p.14, Blumenau 153 Anos, Volume II – Dramas. Fotografia: Mário Holetz
Sidnei Saut, um artista-fotógrafo, que já confeccionou 60 obras chegando a expor o material em diversos países. Segundo ele o processo desenvolvido se assemelha a técnicas utilizadas, em 1800, quando a fotografia ainda estava em fase de experiência e não era reconhecida como arte pelos artistas da época. Apesar de desenvolver atividades de advogado durante 30 anos, ele, nunca deixou de cultivar o gosto pela fotografia e de realizar exposições.
Saut junto à Mirian Saut, Mário e Kaete Holetz, Ivo Rauh e Heinz Schütz, fundaram em 1965 o Cine Foto Clube do Estado. Ele coleciona várias premiações com imagens, que mostram belas paisagens rurais do Vale. Fotografia: Julio Pollhein
Data: 12/03/2010
Günther e a técnica do sanduiche de vidro
Guinther Emil Geord Schroeder, filho de emigrante alemão, que veio para o Brasil, junto com seus pais em 1953 e acabou se transformando num dos fotógrafos mais tradicionais da cidade. Ele já trabalhou com diversos tipos de equipamentos e possui um grande conhecimento técnico de laboratório químico. Seu primeiro estúdio foi montado na Rua XV de Novembro, em frente a Catedral. Ainda atuando, hoje atende seus clientes na Rua Kurt Hering, onde também vende materiais e equipamentos fotográficos. Auto-retrato de Schroeder
A cultura fotográfica sendo incentiva desde os anos 50, em Blumenau. A comprovação é a realização do evento de nível internacional que aconteceu em 1951, com a participação de profissionais de vários lugares do mundo. Na época o Cine Foto Clube de Santa Catarina. Fotografia e dados obtidos no Catálogo do Cine Foto Clube de Blumenau, 1951. Hoje a entidade representa o Estado. Reprodução Julio Pollhein.
Fotografia de Roberto E. Leyendecker, com o título “Os Destemidos” foi vencedora em 1951. A fotografia mostra uma pequena embarcação no mar e sobre tudo, a tempestade se aproximando. Não foi possível saber mais informações a respeito do autor, pra saber inclusive onde o fotógrafo atuava, se no Médio Vale ou no litoral. Fotografia e dados obtidos do Catálogo do Cine Foto Clube de Blumenau, 1951.Hoje a entidade representa o Estado. Reprodução Julio Pollhein
Data: 11/03/2010
Acervo de 150 fotografias em lâmina de vidro mostra o Vale
Schron, também fotografou os caboclos, que viviam em choupanas feito de barro e palhas. Eles dividiam territórios com os indígenas e também viviam da caça e da pesca. Os caboclos tiveram um papel importante na adaptação dos imigrantes na região, trabalhando em muitos casos em plantações de propriedade dos imigrantes, em troca de salários e um prato de comida.Suas casas eram de chão batido.Eles plantavam somente o estritamente necessário à subsistência, já que na condição de posseiros estavam sempre mudando de local.Fotografia Schron.(Rodrigues, 2000, p.5)
O trabalho com a garimpagem havia se transformado num meio de sobreviver e enriquecer, porem a atividade incluía também alguns cuidados com a própria segurança, já que os locais eram extremamente desabitados. Fotografia Schron (Rodrigues, 2000, p.5)
Improviso para a travessia do Rio Itajaí-Açu. Na época que Schron esteve morando na colônia ainda não existia o Vapor Blumenau, que surgiu a partir de 1895, então a necessidade de improvisar o meio de transporte de pessoas, cargas e mercadorias. Fotografia Schron. (Rodrigues, 2000, p.5)
Data: 10/03/2010
O Vale sob a ótica do Alemão Heinz Schron
Fotógrafo alemão, Heinz Schron, acima, residiu em Blumenau durante 1923 e 1935. Depois de 65 anos, a família do ex-fotógrafo enviou todo o material feito quando morava com a família no Vale.De acordo com familiares de Schron, a doação do material foi uma forma de homenagear o município que os acolheu quando a Alemanha estava tomada com sérios problemas do pós-guerra.Auto-retrato de Schron. (Rodrigues, 2000, p.5)
O antigo Porto, onde desembarcavam as famílias vindas da Europa. A colônia Blumenau já se beneficiava da estrutura para vender em outras localidades suas mercadorias.Atualmente o local é visto como mais um ponto turístico da cidade, já que a antiga vegetação permanece ao seu redor transformando-o numa bela paisagem urbana.Fotografia Schron. (Rodrigues, 2000, p.5)
Todo o Vale do Itajaí era habitada por Kaigang, Xokleng e Botocudo, que durante anos enfrentaram os avanços dos brancos sobre os seus territórios. A exploração do Vale pelos imigrantes, fez com que os índios fossem se estabelecer em locais mais afastadas da colônia de Blumenau e região. Atualmente as populações indígenas dos Xokleng e Kaigang encontram-se na reserva de Ibirama, localizado no município do mesmo nome. Fotografia: Schron. (Rodrigues, 2000, p.5.)
Data: 09/03/2010
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Nome: Julio Pollhein
Idade: 43 anos Jornalista e Fotógrafo, Especialista em Novas Mídias Rádio e TV, Mestre em Desenvolvimento Regional. Atuou como professor de Fotografia na FURB; Fotojornalismo, Teoria da Comunicação e Técnica de Reportagem na UNOESC e IBES. Trabalhou como Jornalista e Repórter-Fotográfico no Jornal de Santa Catarina (RBS), em Rio do Sul e Blumenau. É editor do Jornal O Farol de Navegantes. Possui trabalhos publicados em fotografia com temas: Bombeiros, Pesca artesanal, Oktoberfest e Índios... guia tpa
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